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Turismo com swing
O colombiano Luis Calle, diretor de Vendas e Marketing da Sol
Meliá Hotels & Resorts, fala de sua paixão pelo golfe,
suas maratonas de viagens profi ssionais e a importância
do esporte no marketing de relacionamento da empresa
Luis Calle é um homem em movimento. Diretor de Vendas e Marketing da Divisão
Brasil da Sol Meliá Hotels & Resorts, esse executivo colombiano já perdeu
as contas de suas horas de vôo e dos países em que viveu por conta de sua vida
profissional. “Também já desisti de levar minha taqueira comigo em todas as viagens,
pois sei que ela ficará encostada devido a minha falta de tempo”, comenta. Calle iniciou
sua carreira no Intercontinental, na Colômbia, com atuação na área de Alimentos e Bebidas.
Em seguida, atuou junto à companhia Sol Meliá no Meliá Pereira, na Colômbia,
e posteriormente no Meliá Castilla, em Madri. Também participou, entre tantas outras
iniciativas, da abertura de um resort Renaissance na República Dominicana. Após mudar
de residência dezenas de vezes, escolheu, 10 anos atrás, o Brasil para ser seu segundo
país e o seu lar. “Aqui é a verdadeira terra das oportunidades, e tem um povo acolhedor e
simpático”, diz. Nessa entrevista exclusiva para a Golf Life, você vai conhecer um pouco
mais desse executivo apaixonado por golfe e pela sua profissão.

“O Brasil é o país mais
avançado da América
do Sul em termos
tecnológicos. E o trânsito
é o mais civilizado.
Em alguns países você
quase enlouquece
com tantas buzinas
e ultrapassagens
arriscadas.” |
Por que a Sol Meliá patrocina o golfe? Patrocinar um circuito de golfe amador, como
fazemos com o Circuito Empresarial de Golfe, é,
antes de tudo, um investimento em bem-estar,
uma aposta na saúde das pessoas. E o golfe, até
pelas características do jogo – onde as pessoas
caminham juntas, sem presa, durante horas – ,
proporciona grandes oportunidades de relacionamentos,
o que pode desembocar em importantes
parcerias para os negócios. Também identificamos
no golfe o perfil de consumidor que tem tudo
a ver com o que a Sol Meliá oferece em
termos de conforto, prazer e sofisticação.
Costuma jogar golfe quantas vezes por mês? Muito menos do que gostaria! São tantos
compromissos... mas faço questão de
ter um jogo com amigos e meus filhos
pelo menos uma vez por mês.
Já que o golfe faz parte do networking
da empresa, não dá para jogar utilizando
parte da carga horária profissional?
Boa tentativa (risos), quem me dera se fosse
assim. São tantas reuniões e viagens que isso é impensável
em meu dia-a-dia. Mas, de fato, há uma
divisão entre jogar por prazer e por obrigação
profissional. Vou dar um exemplo. |
Nós patrocinamos a Taça México, ocorrida
recentemente no Clube de Campo São Paulo.
Pois bem, depois de um vôo de quase quatro
horas, cheguei em São Paulo às 5h30 da manhã.
Passei em casa, tomei um banho rápido, me
troquei e já fui para o campo jogar e também
participar da parte social do torneio. Claro que
nessa situação não se pode dizer que o golfe foi
exatamente uma diversão, pois, por mero
prazer, teria ido jogar num fim de semana
após uma boa noite de sono.
Mas trabalhar fazendo swing, mesmo
cansado, deve ser melhor que reuniões
em escritórios e deslocamentos
constantes de uma cidade para outra...
Não há dúvida, é como dizem: uma péssima
partida de golfe é muito melhor que muita coisa
nessa vida (risos). No mais, aprendi desde cedo
a gostar desse esporte. Fui levado a campo pelo
meu pai, e desde criança já dava minhas tacadas nos campos colombianos. Aos 20 anos, uma
época sem família para cuidar e com poucas
responsabilidades, tinha todo o tempo do
mundo para me divertir com o golfe. Nessa
época, cheguei a ter um sólido handicap 15.

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“Para nós,
o golfe não é apenas
marketing
de relacionamento,
é também um grande
investimento
no bem-estar
e na saúde
das pessoas.” |
O que acha do Brasil? O Brasil é o país da América do Sul que está mais
avançado, não há a menor dúvida. Do ponto de
vista tecnológico e de atendimento tudo caminha
muito rápido. Assim como nas partes mais
avançadas do mundo, aqui você pode até
conseguir um celular de graça em promoções,
ou comprar um aparelho simples por 50 reais. E
também não conheço nenhum lugar do mundo
onde você pode retirar um talão de cheques num
caixa eletrônico. Nem nos Estados Unidos você
consegue isso. Aqui você também já pode tirar
a nota fiscal pela internet, o que também não é
a coisa mais comum na maioria dos países. São
facilidades e avanços que os brasileiros já estão se acostumando a ver como coisas normais.
Aqui o consumidor também é muito mais
respeitado. Se você adquiriu algo e precisa
devolver por algum motivo, seu dinheiro é devolvido ou você troca por outra mercadoria de valor
equivalente. Em muitos países próximos, tente
fazer isso, vão te enrolar durante dois anos... |

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E o potencial do mercado brasileiro? O Brasil é um mercado promissor. A Sol Meliá
está fazendo muitos investimentos no país.
O Complexo Turístico e Imobiliário
Guarajuba-Bahia, que abrange uma área de praia
de aproximadamente 5 milhões de metros
quadrados, consiste em aproximadamente
4.000 unidades habitacionais, entre apartamentos
e residências. São quatro resorts, centro
de convenções, clube de praia, clube de lazer,
parques temáticos, spa, fitness e centro de
estética. Essa é a grande marca da presença do
grupo Sol Meliá na área de resorts, no Brasil.
Por que escolheram a Bahia? A escolha do litoral da Bahia deveu-se ao fato de
ser considerada uma das melhores áreas de
lazer do Brasil. A cidade de Camaçari, município
onde se situa o projeto, é um dos principais pólos
turístico e industrial do Estado da Bahia, e está a
apenas 38 quilômetros de Salvador.
E o nosso trânsito? Claro, esse é um aspecto difícil, os
congestionamentos... mas veja, no geral o trânsito
é muito mais civilizado que outros países da
América do Sul. As pessoas respeitam mais a
sinalização, buzinam muito menos e ultrapassam
de modo mais consciente. Em alguns países
você quase enlouquece com tantas buzinas e
ultrapassagens arriscadas. É a lei do mais forte.
Por que escolheu o Brasil para viver? Por que o Brasil é uma terra de oportunidades e
tem um povo caloroso e receptivo. Por isso, preferi
mudar de empresa a mudar de país. Com onze
anos de casado, eu já havia feito com minha mulher
treze mudanças. Quando cheguei ao Brasil, no
Rio de Janeiro, fui trabalhar como diretor de
Vendas e Marketing do Intercontinental.
Quando recebi o aviso que chegara a hora de eu
deixar o país, preferi deixar a empresa. Em todos
esses anos de viagem, essa foi a primeira vez que
minha esposa preferiu ficar em um país e não voltar
para a Colômbia. Foi assim que nos mudamos
para São Paulo. A partir daí, atuei no grupo
mexicano Posadas, como diretor regional de
Vendas para a América do Sul, e como diretor
geral dos hotéis Caesar Park São Paulo Faria Lima
e Caesar Business Faria Lima, antes de assumir
o cargo de Diretor de Vendas e Marketing
do Corportativo da Sol Meliá no Brasil.
Como a Sol Meliá vê o
mercado mundial de turismo? O Turismo é um mercado que está em expansão,
em especial, em mercados emergentes como o
Brasil. A companhia já é líder mundial em resorts
e a primeira na Espanha, tanto no Turismo de lazer quanto no de negócios. Dentro desse
cenário, o que podemos sinalizar é o crescimento
de forma constante desta atividade.
E o potencial do mercado brasileiro?
O Brasil é um mercado promissor. A Sol Meliá
está fazendo muitos investimentos no país.
O Complexo Turístico e Imobiliário
Guarajuba-Bahia, que abrange uma área de praia
de aproximadamente 5 milhões de metros
quadrados, consiste em aproximadamente
4.000 unidades habitacionais, entre apartamentos
e residências. São quatro resorts, centro
de convenções, clube de praia, clube de lazer,
parques temáticos, spa, fitness e centro de
estética. Essa é a grande marca da presença do
grupo Sol Meliá na área de resorts, no Brasil.
Por que escolheram a Bahia?
A escolha do litoral da Bahia deveu-se ao fato de
ser considerada uma das melhores áreas de
lazer do Brasil. A cidade de Camaçari, município
onde se situa o projeto, é um dos principais pólos
turístico e industrial do Estado da Bahia, e está a
apenas 38 quilômetros de Salvador.
O grupo pretende expandir
seus negócios no país? Sim. Além do complexo Guarajuba-Bahia,
acabamos de assinar uma carta de intenções com
o grupo espanhol Paraísos do Brasil para a
administração do empreendimento Jacumã Beach
Resort, no Rio Grande do Norte. O projeto do
Resort ainda está em fase de detalhamento;
porém, a expectativa é que esteja concluído em 2010.
É um empreendimento turístico e imobiliário
localizado em uma das melhores praias do litoral
potiguar. Ele contará com o desenvolvimento de
um hotel resort, com 300 apartamentos. O
empreendimento também terá cinco condomínios
residenciais com aproximadamente 900 unidades
habitacionais, entre apartamentos e residências de
alto luxo. Vale ressaltar que o empreendimento
terá uma vocação voltada ao lazer, totalmente
integrado ao meio ambiente dentro do conceito
do turismo sustentável e socialmente responsável,
que já são atributos mundiais da Sol Meliá.
Na área de negócios, estamos ampliando nossa
participação no Distrito Federal, onde vamos
inaugurar o terceiro hotel no Complexo Brasil 21, o Tryp Convention Brasil 21, que integrará um
espaço exclusivo que reunirá espaço de alimentação,
bem estar, negócios, compras e diversão.
Por que escolheu o ramo de hotelaria? Talvez por um pouco de rebeldia jovem. Meu
pai queria que eu fosse médico, mas isso não me
interessava, buscava algo mais dinâmico. Além do
mais, queria algo de formação mais rápida, pois
para se tornar um bom médico são pelo menos
11 anos, entre estudo, residência e especialização.
Às vezes voltava de uma festa de madrugada e via
meu irmão ainda afundado em livros de
medicina. Não era esse tipo de vida que queria
para mim. Nessa época, a hotelaria era uma das
profissões da moda entre os jovens colombianos, e
decidi que era isso o que eu queria fazer. E assim
foi. Depois de formado, comecei a atuar na
Colombia na área de alimentos; e depois passei
para o comercial, área onde permaneço até hoje.
Como seu pai reagiu à sua decisão? A princípio ficou desgostoso, pois acreditiva
que nada era melhor do que ser médico, ou,
pelo menos, advogado. Hoje, já mudou
completamente de idéia, e é muito orgulhoso
de ter um filho no ramo hoteleiro.
Com sua experiência profissional,
quais são as características que
você identifica em um alto excutivo? Há muitos atributos necessários, como boa
formação e capacidade de adaptação às novas
realidades. Porém, algo imprescindível é a
capacidade de entender e resolver os problemas
sem precisar de direcionamento constante de seus
superiores. Quem recebe uma posição de destaque
deve estar apto e gostar de tomar decisões. Para
que uma empresa gastaria dinheiro e tempo com
alguém que tem necessidade de ser conduzido em
vez da ânsia de conduzir e do prazer de apresentar
soluções? Também é preciso que o profissional
tenha plena mobilidade nesse mundo globalizado,
que saiba negociar em qualquer parte do
mundo, que entenda o que é ser cosmopolita. |
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